José Pompeu de Proença

A ilha do Pico

        A ilha do Pico é concerteza igual a qualquer outro lugar da Terra. Um pouco mais 'assim', um pouco mais 'assado', conforme o ponto de vista de cada qual.

        Para mim, no entanto, parece-me ligeiramente especial.

        Tudo começa por volta dos meus 7 anos de idade em que, nas férias grandes da escola, vinha do Faial passar o Verão ao Pico atrás da família toda, incluindo os cães de caça, as galinhas e o gato. Uma travessia no barco do Pico com toda a bagagem; uma viagem até ao local da casa de Verão; novas comodidades ou a falta delas; e dois meses de descobertas de locais escondidos nas ruínas das casas de pedra e no matagal de faias e incensos de um grande prédio progressivamente abandonado.

        Depois, os estudos em Lisboa. Mas entretanto, algumas vezes no Verão e na companhia de antigos colegas do Liceu da Horta, voltei a estacionar no local em aventuras de bicicleta, naturalmente por períodos cada vez mais curtos.

        Mais tarde, o meu regresso aos Açores foi uma decisão consciente. Agora não para a minha ilha de origem, o Faial, mas antes e deliberadamente para esta ilha do Pico. Agora não apenas para o bom tempo de Verão mas também para o Inverno e para o desafio do isolamento geográfico.

        No Pico, sinto particularmente interessante o espaço, a montanha, a paisagem de planalto, a sensação de arquipélago e o relacionamento com o mar em cada pequeno porto.

        Naturalmente que um trabalho socialmente útil na Electricidade dos Açores completa a envolvência e permitiu a sustentabilidade da decisão.

        Deliberadamente no Pico e deliberadamente na Electricidade dos Açores !

                                                                 J.P.Proença

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